sábado, 22 de agosto de 2009

Run, wild and free

Quis escrever-te o poema mais bonito que alguma vez lerias. Sabes o quão frustrante é não o conseguir fazer? Queria fazer-te sentir metade do que me fazes sentir, sem dares por coisa alguma. Que visses o mundo pelos meus olhos, só para que confirmes que o acho bonito por te albergar nele. Tu não acreditas, (mas) é verdade. Devias. Devias acreditar nas minhas visões e ambições, nos meus desejos e projectos, que para onde quer que fluam, desaguam sempre em ti. Eu sou o rio que corre para junto de ti, de caudal apressado e sentido único, da nascente à foz, porque o tempo é pachorrento quando não estás comigo. Inundo-te à minha chegada, banho-te o rosto e despejo-te a ansiedade que trouxe. Desculpa-me o mau jeito, mas é isto que me fazes. Não tenhas medo de nadar em mim, a corrente é forte mas tens pé em todo o lado. Certifico-me disso, todos os dias, juro. Sou rio para que possas chorar as lágrimas que quiseres, encarrego-me de as misturar na corrente, ninguém notará quando estiveres triste. Não preciso que acredites no rio que sou, basta-me que te deixes levar por mim, prometo que te levarei a bom porto, sempre segura, sempre bonita, sempre feliz.

4 comentários:

Jazz disse...

É por estes, e por tantos outros mais como este, que és abordado constantemente sobre o teu blog :)
Muito bom (e não fizesses tu questão de dizer que não escreves necessariamente sobre ti, e eu diria que este veio lá do fundiiiinho!)

Rui disse...

Talvez, talvez :) Vêm todos lá do fundinho ;) *

Vera Alexandra Azevedo disse...

Dos mais lindos textos que já li!

Rui disse...

Muito obrigado!