sábado, 22 de agosto de 2009

Gays e Pretas

Conversa à mesa, hoje, cá por casa. Nota: eu não estava à mesa, estava por perto, mas ouço tudo. Se o meu filho fosse gay, ou namorasse com uma preta, eu não ficava nada contente, nem sei se o apoiava. Mas que atitude vem a ser esta? Primeiro, se eu fosse homossexual não era gay, era paneleiro, porque paneleiro é de homem, gay é de rabeta elitista que acaba por meter tudo que encontra na cavidade anal. Depois, namorar com uma preta é daquelas coisas que, vá lá, sempre foi um fetiche meu – caso Jesus, em troca, me tivesse oferecido o extermínio da raça negra já pensava melhor. Isso e apanhar alfinetes com luvas de boxe. Por último, não ficar nada contente e não saber se me apoiarias, cara Mãe, é, no mínimo, ridículo. Pensava que estava numa família de altos valores, cuja sanidade mental está entre os pilares da nossa estrutura. Parece que não. Eu ensino: Se o teu neto – sim, porque agora tenho a certeza que vou ter, pelo menos, um filho, se a Solange F está grávida e só se mete no esfreganço, eu já devo ser pai de gémeos por esta altura. Eu e todos, cuidado. Voltando ao neto: Se o teu neto algum dia virar paneleiro – porque ele gay nunca vai virar -, a primeira coisa a acontecer é, provavelmente, uma queda acidental pelas escadas abaixo. Sem direito a cuidados hospitalares. Talvez alugasse um africano - um maliano parece-me bem, são indivíduos com aparência de quem tem o que é preciso - avantajado e o fechasse numa divisão pequena e escura com ele, de maneira a que ele ficasse com tanta aversão a pilas que nunca mais quisesse tocar em nenhuma. Muito menos com o rabinho, coisa que eu pagaria com prazer ao maliano para desfazer a seu belo prazer. E com tal medida fazia um dois em um: nem paneleiro, nem ideias de ter relações com pretos. Caso a medida não resultasse, voltar a repetir até resultar. Sei que por vezes sou um pouco brando nestas coisas, mas é a minha forma de agir, acredito sempre que as pessoas podem mudar através de conselhos e demonstrações práticas. Acredito também que o meu pai, não se tendo expressado de forma tão correcta como a minha mãe, possa apoiar a minha visão das coisas, e talvez até já ter sonhado em fazer-me isso caso eu fuja para o darkside. No entanto acho que a vontade que ele teria em fazer-me isso – caso eu virasse – é suplantada pela enorme crença de que eu nunca me metia nessas coisas. E nisso, como em tudo, ele tem razão. E se é o meu pai a achar, quem sou eu para contrariar?

3 comentários:

Jazz disse...

Tens a quem sair está visto..a diferença é que nem admites a possibilidade de tal acontecer e já tens um plano congeminado para acabar com as ilusões lol*

Rui disse...

Exacto :D

Palavras disse...

Eu não percebo porque é que quando digo 1/4 do que dizes ouço um "És tão racista!"...