domingo, 20 de setembro de 2009

Sim ao não, não ao sim. E vice versa. Hmm.

Eu já sabia. O pressuposto - adoro esta palavra - de se saber algo só pode estar relacionado com duas componentes: factos ou intuição. Gosto dos dois. Conjugados ainda melhor. Conjuguei-os no dia em que te conheci, visto que a intuição que desenvolvi na minha cabeça era de que viraríamos facto. Soube no momento em que te disse olá, naquela viela mal frequentada e no momento em que te disse adeus, no mesmo dia, com saliva tua digerida, perto dos bancos do mercado. Chamaste-me lírico e eu ri-me. Disse-te que ainda haveria de casar contigo e riste-te ainda mais que eu. Um dia vamos mesmo casar, e vou para o altar com um papel amarrotado no bolso, abri-lo-ei depois de dizer o sim e mostrar-te-ei a palavra lírico, em maiúsculas. Cross my heart. Quando te vi não consegui dizer não, aguentas todos os sim que guardei nas gavetas? Aviso, desde já, que são seis - as gavetas. E bem grandes. Cobra-me, gasto um sim para te confessar que sou teu. Gasta um teu para dizeres que me aguentas. Olá, o meu nome é Rui e vim de longe para te encontrar, queres gastar uma vida comigo? Ou duas, se tiveres tempo. Diz que sim e sê feliz por pouco tempo. Pouco tempo? Lembra-te, contigo a vida passa a correr, estou pronto para a aproveitar.

5 comentários:

... disse...

Fantástico. Tenho vontade de transcrever algumas das tuas frases no meu blog... o teu final é lindo. *

Serendipity disse...

Estou a ficar viciada nas tuas palavras. Chego a invejar a tua escrita, a tua imaginação ou, como tu próprio dizes, o teu mundo utópico. Que venham mais e mais textos. Cá estarei para os ler. :)

Shiny disse...

gostei ;)

Rui disse...

Oh, obrigado :) *

Vanessa disse...

Estas palavras estão cheias de muita coisa. Gostei muito.